terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Uma alegria comum...

in www.abola.pt

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

beijos em melodias...

Perfeição simples





um sol perfeito
numa tarde perfeita
com uma paisagem perfeita.

A tua companhia... perfeita!

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

e...

...eu também!

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Não se aprende

Não se aprende grande coisa com a idade.
Talvez a ser mais simples,
a escrever com menos adjectivos."

Eugénio de Andrade

agora com beijos estrelados

Por debaixo do que trazia vestido descobriste o melhor de mim, o brilho no olhar genuíno de quem sorri só por sorrir.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

De novo na idade dos porquês...

Um modo simples de encontrar respostas à falta de perguntas:

...um beijo doce e salgado, sabor de chocolate e maresia.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

ontem

às palavras partidas retiro ossos e entranhas. disseco os sentidos e os mil significados de ontem. desdobro encontros em suspiros. desisto insistir por morrer mais um pouco a cada muito que desperdiço. nem sei se guardam pedaços de mim, fonemas entoados em melodias agrafadas à memória. a cada passo por cada estrada gasta de passageiros errantes de partidas sem nunca ter destino onde me encontrar. calo para ouvir o destino, que sempre se engasga menos que os argumentos deslavados da razão. o suposto soa a falso, um buraco fundo coberto até ao cimo de nadas, na promessa de chegar segura a não sei onde. nesta justaposição de palavras, pleonasmos constantes de sentimentos usados e em segunda mão, desfalcados de essência. e ainda a crença de que as palavras movem lágrimas e verter-se num dia bom.

Não esquecer de: Destruir.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

tempo demais a brincar dá nisto

Hoje em dia passo umas horitas por dia a comer sopas imaginárias e a embalar bebés de plástico com os "meus miúdos..." . Depois, quando olho em retrospectiva só vejo os meus muitos dias de infância tranquila a brincar aos adultos(se soubesse o que hoje sei, tinha ocupado mais o tempo a brincar às crianças)

Em busca

Hoje quero imaginar-te lá longe. Quero pensar que quase que não existes, que és apenas um fio de luar. Desfio dias em horas em pedaços à procura de
não sei.

Serra do Bouro

A ida para o meu primeiro dia na escola foi muito atribulada… Devo ter saído de casa ainda muito cedo, talvez ainda de noite, e subi, sem qualquer tipo de esforço, os três degraus que davam acesso à automotora da linha do Oeste, rumo ao Campo. E não se pense que era daqueles nomes que enganam… o Campo era mesmo o campo, com tudo aquilo a que tem direito: galinhas, galos, coelhos, muitas cenouras, couves, e uma imensidão a percorrer de bicicleta, desde a longínqua estação de caminhos-de-ferro, até à escolinha de uma única sala, no meio do pequeno lugar…

Talvez não tivesse dado conta de que estava numa escola, a barriga da minha mãe não mudava o conforto sempre que estava num lugar diferente, mas naquele dia imagino que estivesse mais sorridente, mais alegre, por saber que já não estava sozinha com os seus, poucos, alunos… Agora estava ali também eu. Ao longo dos oito meses (a impaciência sempre foi uma constante na minha vida!) em que me mantive agarrada ao conforto do útero materno, devo ter aprendido, pelo menos, a cantiga da tabuada quase toda, a teimosa irregularidade do verbo ser, as bravas conquistas de D. Afonso Henriques, contudo, no dia 28 de Novembro de 1982 achei que já chegava dessa aventura do conhecimento e resolvi nascer… Dizem as testemunhas daquele tempo, que nasci em Coimbra (que como se verá, nunca esqueci, apesar de não me lembrar!), num domingo (razão da minha preguicite congénita), dia de jogo da Académica no Estádio Municipal (a que devo ter assistido da janela da Maternidade Daniel de Matos, que estava apontada direitinha para o relvado e para as camisolas saltitantes) e de um parto muito demorado, que resultou numa menina muito baixinha, muito leve, que dormia demais…

Os meus primeiros anos foram repletos de aprendizagem na Serra do Bouro, onde estava localizado o Campo. Ali, os mestres da minha educação precoce moravam todos num local a que Skinner chamaria de muito estimulante e reuniram-se numa família que adoptei e em que fui adoptada, enquanto a minha mãe cumpria o horário escolar. A minha ama, a D. Aida, o Jorge, a avó Hortense e o avô Cantigas e a tia Ilda ensinaram-me que as cenouras se chamavam cenouras, que as couves se chamavam couves, que os gatos eram os miaus, que os bolinhos se fazem num fogão preto onde se põe a lenha, que o Avô Cantigas existe mesmo e me leva para apanhar batatas enquanto conta malandrices, que quando se veio do Canadá se trouxe uma pronúncia esquisita e um grande quintal para brincar, que o Benfica é o maior, e o cheiro de café de borras é o maior perfume das memórias de infância. Naquela altura, era a mais pequena da escola, de tal modo que não tinha direito a matrícula, mas aprendi a ler muito depressa, especialmente um livro do Bolinhas, pena que esse fosse mesmo o único livro que conseguia ler, mas com a minha grande pompa e circunstância, lá ia virando as páginas grossas de cartão, olhando para os bonecos e para as linhas e impressionando os ouvintes com tamanha precocidade… (que não sabiam das dezenas de vezes que tinha ouvido contar aquela mesma história!).

26-02-2004

o último sono

E, assim, lá muito longe, um pequeno grão de areia rebolou sobre a última duna, aninhando-se no conforto do último raio de sol

O calor da luz cessou, deixando-o solitariamente abandonado ao seu último suspiro de vida

Agraciado pelo sono

Rebolou num sonho e caiu num cobertor de fantasia

Um velho suspiro irrompeu por entre as pilhas de cansaço

Um último adeus à bruma do dia

Voltou-se no tempo

e adormeceu.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Sobre o teor das insónias...