no café 2 (cont.)
E foi então que a portada pintada de verde se abriu. Ele não reparou imediatamente, mas todos os que ali estavam sentados atenuaram a barulheira insuportável que faziam. Foi afinal este intrigante murmurar que acabou por despertar a sua atenção. Levantou pesadamente o olhar da página albergue das palavras cruzadas e olhou em frente. No enquadramento ideal do seu ângulo de visão ela entrava a direito. As cadeiras outrora cerradas encostadas umas às outras num desalinho, afastavam-se agora apenas pelo aproximar do ruído dos seus sapatos nas tábuas de madeira do chão. Era o som oco dos seus passos que ele seguia, mais que o vulto na sua direcção.


