sexta-feira, 24 de novembro de 2006


Especialmente para ti... porque também gosto dos teus cadernos, desde o primeiro que me deixaste ler na garagem da minha avó, enquanto esperava que a máquina de gelados me chamasse (para a realidade).


http://thetravellingjournal.no.sapo.pt/

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

peças de encaixe

E tal como ontem... eu serei apenas mais uma memória do passado, mais uma das muitas peças que teimam em não se encaixar no teu presente. E tal como as outras invadem a nossa presença, também eu incomodo na presença de outras.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Se antes era uma encruzilhada, agora é um abismo.


E depois há assim momentos como este, em que estou precisamente diante da porta de saída, mas o ruído que antecipo que vai fazer a porta a ranger e a bater assusta-me. Sei que não estás aqui momentaneamente e que vais voltar, mas a incessante saída da tua presença faz-me saber que sou eu que te sigo.
Olho de longe para este lugar onde estamos. É um enorme vazio em que estamos sempre e nunca sós. É uma janela fechada que ofusca e cega. É um lugar deserto e intemporal. É como se não existisse, começo a achar que de facto é apenas a cadeira vazia do meu lado, que agora olho.

E ainda assim, as minhas respostas satisfazem-te.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Dark walk

I hope you don't mind but I see you as my sanctuary
I like the way that you are my sanctuary
I hope you don't mind but I see you as my sanctuary
I like the way that you sleep on your shoes

It's the dark walk


(Smoke City)

domingo, 12 de novembro de 2006

Viagem linear ... circular

Ontem fiz mais uma viagem conhecida nesta cidade desconhecida. Pelas janelas do autocarro sempre vou tendo mais possibilidades para olhar para as portas e janelas e tentar torná-las memórias. Nada de especial aconteceu, com excepção de ter esperado mais de meia hora em cada paragem (a da ida e a do regresso). Foi aliás pela demora na chegada do autocarro para voltar a casa que conheci a desconhecida do 47: uma senhora adoravelmente idosa que os ocupantes habituais do autocarro, motorista incluido, desconhecem tão bem quanto eu neste momento. Ninguém sabe muito bem onde mora, nem em que paragem ou hora em que entrou, mas que sistematicamente entra no 47, sai nas paragens finais e volta a entrar. Saí antes que a visse sair para uma morada definitiva, e gostei da familiaridade com que todos aceitam a benevolência do motorista pela gratuitidade do passeio.
Em vésperas da possibilidade de ir trabalhar para um lar de idosos, fez-me pensar durante os oito minutos da viagem...

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

caminhos e encruzilhadas


Os olhos piscam, abrem-se com mais força para tentar que não encerrem o dia. neste caso, a noite. não consigo... preciso que prolonguem só mais um bocadinho, é que ainda não sei qual das vidas quero viver e a escolha é pior que as deixar à morte.