quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Se antes era uma encruzilhada, agora é um abismo.


E depois há assim momentos como este, em que estou precisamente diante da porta de saída, mas o ruído que antecipo que vai fazer a porta a ranger e a bater assusta-me. Sei que não estás aqui momentaneamente e que vais voltar, mas a incessante saída da tua presença faz-me saber que sou eu que te sigo.
Olho de longe para este lugar onde estamos. É um enorme vazio em que estamos sempre e nunca sós. É uma janela fechada que ofusca e cega. É um lugar deserto e intemporal. É como se não existisse, começo a achar que de facto é apenas a cadeira vazia do meu lado, que agora olho.

E ainda assim, as minhas respostas satisfazem-te.