Silêncio (1)

Silêncio de quando as vozes mudas que me ensurdecem se calam. O debate que se torna combate do meu eu contra vós, que não tem voz e ainda assim eu perco. Passeio-me pelo mundo e percorro com os olhos o que querem mostrar, mas é no ruído que descubro aquilo que querem fazer-me. Uns dias giram e correm, outros escorrem pela lentidão dos que não vêm. Sento-me assim à espera, e sinto-me no pulsar da impaciência do dia em que não vou estar à escuta.
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