Um veneno a corroer-me as paredes da alma bateu-me hoje à porta para sair. Delicadamente no entreabrir das janelas foi enchendo as profundidades de mim. Disseste-me baixinho que era luz, e eu fechei os olhos com medo das feridas abertas que marcam ainda a íris da tristeza no meu olhar. E o veneno não és tu. Sou eu que me condeno à penitência de querer os nadas que nos constroem muros e rodeiam a liberdade de existir aqui, e ali e aí.
Construí labirintos de muros e ervas altas ao redor da minha casa, pensava que não ia querer nunca sair. Agora já não sei onde começar a caminhada
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