segunda-feira, 3 de abril de 2006

num fi(o)m de tarde

Hoje saí do meu *aquário* ainda com o sol a incomodar os olhos, forçando as pálpebras num movimento contínuo de recusa... Pensei em ir polir as solas dos sapatos e percorrer as ruas de calçada, pensei em ir pensar na vida. Mas depois não fui. A metáfora da minha própria vida adequou-se melhor à esfregona e ao avental das limpezas da primavera.

E assim pus tudo no lugar, dei brilho ao chão e às paredes, perfumei e reluzi. Mas... e ainda assim, não me encontro, e olho à volta com a estranheza de quem arruma um quarto de hotel para o próximo hóspede que chegue.