na porta do prédio
Pararam em frente a uma porta, que ela disse ser a dela. O prédio parecia ser recente e havia um ar aconchegante a envolver a fachada. Talvez fossem as plantas nas varandas ou os cortinados por detrás dos vidros das janelas. Ele sentiu-se incomodado com todo aquele ar de vida já construída, já inserida naquele quotidiano que se repetia em cada andar do prédio. Ela sentou-se nos degraus que antecediam a fechadura da porta de vidro e aço. Ele seguiu-lhe o gesto e imitou-o desiludido. Estava a ruminar sobre a ideia de denunciar o frio como pretexto para entrar dentro da vida dela (apartamento, entenda-se), e via agora um degrau como único convite.
Talvez seja um bom começo, pensou ele.
Talvez tenha sido uma má ideia, pensou ela.
2 Comments:
E..
Foi uma ideia assim tão má?
ainda não sei que ideia é que ela pensou ser má... Quando ela ou eu soubermos, dizemos-te.
Para mim, as ideias são sempre boas, não as termos é que é problemático. Prefiro sofrer de hiperactividade que de apatia
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