castelo amurado
E enquanto olhavas para mim, vias por cima do meu ombro aquilo que não sou. Olhavas para um vazio para ti perfeito, para mim tragédia. Senti que o vento que soprava dos teus lábios sabia cada vez menos a palavras, deixaste sequer de o dizer. Se a ausência era frio que gelava o teu lugar vazio do meu lado, agora escorrrem pedaços de calor para que não sintas este como o teu lugar. Sei que fui eu que os desenhou, os pintou, os sorriu, os castelos. Mas quando o momento chegar, também serei eu que pedra por pedra construirei o muro que separa a minha dor do teu não sentir.
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