quarta-feira, 28 de junho de 2006

Dias assim

Há dias em que não existimos. Em que passeamos enquanto o sol gira em nosso redor e desaparece de novo.

Entre cada palavra há um repensar constante, há um repisar do que se pensa e mastigamos até à última o que se sente.

Por vezes apago o que escrevo. Não quero eternizar o que penso. Aliás, é a reciclagem constante do que se pensa que torna todo o processo de raciocinio interessante. Escrevê-lo faz com que perceba as minhas falhas e as contradições surgem... Preferia continuar assim, a pensar sobre o que penso e a escrever sobre o que escrevo. Entretem-me enquanto não quero sentir.