segunda-feira, 9 de agosto de 2004

tela em lá menor

Enquanto olhava para aquela parede branca
imaginava como te pintaria
Primeiro delinearia o teu gesto suave a carvão
Um borrão de azul sobre o teu sorriso
Traçava uma linha negra sobre o teu desespero
Deixava de lado a tua indiferença e os teus sentimentos voláteis
Mergulhava num vermelho profundo as tuas mãos
E desenhava lentamente as asas com que voas nesse teu céu.

Assinava, partindo em dois o pincel, libertando-me do chão a que estou pregada.